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Infertilidade Masculina: o que é?
Varicocele
Azoospermia
Problemas de Ejaculação
Tratamentos Gonadotóxicos e Processos Infecciosos
Para quem é indicado?
Quando deve ser feito?

Infertilidade Masculina

Um levantamento promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), demostra que cerca de 40% dos casos de infertilidade do casal estão relacionados a fatores masculinos.

A informação remete a um problema mais comum entre os homens, mas que, em muitos casos, não é abordado como deveria ainda motivado por tabus na sociedade.  

A infertilidade masculina é comum e o tema é muito importante. Cada vez mais o fator masculino ter interferido no sucesso de uma gestação.

As principais causas de infertilidade masculina são:
  • Varicocele
  • Azoospermia
  • Infecções do trato genital, como uretrite, orquite, epididimite, prostatite
  • Infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia
  • Hábitos de vida
  • Obesidade

A investigação da infertilidade masculina deve ser feita por um urologista, que atua em conjunto com um ginecologista, especialista em reprodução humana.

Varicocele

A causa mais comum da infertilidade masculina, a varicocele, consiste na dilatação anormal das veias dos testículos. O aumento na temperatura dos testículos (onde os espermatozoides são produzidos) causada pela varicocele interfere diretamente na qualidade e produção dos espermatozoides.

A doença pode ser constatada em três graus:
  • Grau I – Leve
  • Grau II – Moderada
  • Grau III – Grave

Os casos de graus II e III são os principais responsáveis em gerar infertilidade masculina.

A insuficiência dessas veias ou, em alguns casos, completa ausência, resulta em disfunção que pode provocar:

  • Diminuição na quantidade e qualidade de espermatozoides
  • Dor nos testículos
  • Sensação de peso ou desconforto nos testículos
  • Diferença no tamanho do testículo com veias dilatadas (devido à diferença no fluxo sanguíneo)
  • Queda na velocidade de locomoção dos espermatozoides
  • Infertilidade

A varicocele pode ser hereditária e, em sua maioria, são casos assintomáticos, tornando fundamental as consultas periódicas com um especialista urologista para prevenção e tratamento adequado da condição.

Homens com varicocele tem mais chance de ter varizes nas pernas ou no intestino.

Diagnóstico

O diagnóstico da varicocele pode ser feito através de exame físico realizado por um urologista. Geralmente o exame é realizado com o paciente em pé, onde realiza-se a manobra de Valsalva (técnica onde se prende a respiração, segurando o nariz com os dedos, forçando a saída de ar com pressão), possibilitando a palpação e visualização das veias dilatadas.

Complementar ao exame físico, o ultrassom com doppler é um exame que auxilia o diagnóstico da doença.

Em alguns casos, solicita-se uma biópsia dos testículos para identificar a causa da infertilidade.

Tratamento

O tratamento para varicocele pode ser medicamentoso, dependendo da causa e grau de acometimento dos testículos, ou cirúrgico, para interrupção do fluxo de sangue das veias dilatadas.

O tratamento mais comum, e indicado na atualidade, é o procedimento denominado microcirurgia subinguinal. Ele é realizado sob efeitos de anestesia raquidiana ou geral, então, com o auxílio de um microscópio especial, são identificados os vasos comprometidos e os saudáveis.

O objetivo é o redirecionamento do fluxo de sangue para as passagens sadias, retornando ao paciente a qualidade dos espermatozóides naturalmente nos meses seguintes. Um acompanhamento com espermograma costuma ser realizado para garantir a normalidade dos gametas.

Em casos que são se considere uma chance satisfatória, o casal que deseja preservação da fertilidade costuma ser encaminhado diretamente ao processo de Fertilização In Vitro (FIV).

Azoospermia

Estima-se que cerca de 1% a 2% dos homens brasileiros são diagnosticados com azoospermia. A doença resulta em ausência de espermatozoides no sêmen, impedindo assim a fecundação.

Ela pode se apresentar em dois tipos, denominados como: obstrutiva e não obstrutiva.

As principais causas da azoospermia são o uso de testosterona e a cirurgia de vasectomia.

Diagnóstico

O diagnóstico de azoospermia é realizado através do espermograma, principal exame para avaliar a fertilidade masculina. No entanto o exame não identifica sua origem, obstrutiva ou não obstrutiva. Além do exame físico realizado pelo urologista e análise do espermograma, a ultrassonografia dos testículos, exames hormonais e genéticos ou até mesmo a biópsia testicular podem ser solicitados ao paciente.

Azoospermia Obstrutiva

Acontece quando existe obstrução no ponto de passagem dos espermatozoides. A produção não é afetada, embora esteja impedida de alcançar a ejaculação. As causas podem variar de alterações no epidídimo, canais relacionados ou por vasectomia.

No caso da azoospermia obstrutiva, o tratamento normalmente é cirúrgico, com chances de reversão do caso.

Azoospermia Não Obstrutiva

Caracteriza-se por uma falha na produção dos espermatozoides, ou seja, quando o paciente não produz nenhum espermatozoide. As causas variam de doenças genéticas, distúrbios hormonais, danos testiculares, traumas, tumores, maus hábitos alimentares, fumo e consumo de álcool em excesso, infecções ou complicações originadas por cirurgias no local.

Tratamento

O tratamento da azoospermia depende da causa.

A vasectomia é uma das causas frequentes da azoospermia obstrutiva. O tratamento para o homem que fez o procedimento e deseja ter filhos é a  reversão da vasectomia para recuperar sua fertilidade.

Para pacientes que desejam ter filhos, é possível encontrar espermatozoides nos testículos ou no epidídimo, onde a coleta de espermatozoides pode ser realizada através de punção, viabilizando um tratamento de reprodução assistida.

PESA e TESA

Nos casos que a produção dos espermatozoides ocorre de maneira normal e existe uma obstrução impedindo sua passagem, é possível realizar o procedimento chamado PESA (percutaneous epididymal sperm aspiration, tradução: punção percutânea do epidídimo).

A PESA consiste na retirada dos gametas, diretamente do epidídimo (canal de passagem que transporta o esperma vindo do testículo), através de uma fina agulha acoplada a uma seringa. O procedimento é minimamente invasivo e requer apenas anestesia local. Após a retirada, o processo pode ser repetido para coleta de maiores quantidades.

Quando esse processo é realizado no testículo, o procedimento se chama TESA (testicular sperm aspiration, tradução: aspiração de espermatozóides do testículo).

MESA

A MESA (Microsurgical Epididymal Sperm Aspiration, tradução: Aspiração Microcirúrgica de Espermatozóides do Epidídimo) compartilha do mesmo princípio da PESA, porém o procedimento é cirúrgico e requer anestesia local ou geral. A incisão é feita por camadas até a exposição da bolsa testicular. A retirada de espermatozóides ocorre diretamente nela.

Esse procedimento possui maior taxa de recuperação dos gametas durante uma única incisão, além de prover material de melhor qualidade para a posterior fertilização.

Problemas de Ejaculação

Em alguns casos, a infertilidade masculina é derivada de dificuldades relacionadas ao momento da ejaculação. Os motivos são frequentemente relacionados a três definições específicas:

Anejaculação

Significa a dificuldade ou ausência de ejaculação. Diferente do que muitas pessoas acreditam, ela não está ligada diretamente ao prazer sexual. O homem afetado pela anejaculação consegue sentir a satisfação derivada do ato, porém apresenta muito esforço ou não consegue ejacular.

Ejaculação Retrógrada

Durante o processo de ejaculação, o colo vesical se fecha para impedir o refluxo do sêmen em direção à bexiga. Quando ocorre a falha desse fechamento, o sêmen passa a ir para o órgão ao invés de ser expelido via uretra. Embora não seja prejudicial à saúde em si, pode ocasionar a infertilidade.

Ejaculação Retardada

Ocorre quando o homem não consegue ejacular ou necessita de bastante esforço durante o ato sexual. Essa dificuldade não está associada a problemas de fechamento do colo, como citado anteriormente, sendo ocasionada mais comumente por questões psicológicas, efeitos de medicamentos antidepressivos, drogas ou álcool em excesso, além de condições neurogênicas e infecciosas.

Tratamentos Gonadotóxicos e Processos Infecciosos

Os tratamentos dessa categoria são os que possuem maior taxa de sucesso para a sobrevida de pacientes acometidos pelo câncer. Porém, pela natureza agressiva dos medicamentos, eles costumam afetar as gônadas masculinas e femininas (responsáveis pelo desenvolvimento das células sexuais).

Os testículos são muito sensíveis à quimioterapia e radioterapia, podendo apresentar lesões permanentes capazes de alterar o espermatogênese. Além disso, infecções na região testicular, também podem causar problemas na produção dos espermatozóides e casos de azoospermia.

Como é feito?

Os procedimentos para tratamento das causas de infertilidade masculina variam conforme o agente responsável. O principal fator comum de importância, é a consulta recorrente com urologistas para identificar alterações e ter diagnósticos antecipados, permitindo melhores resultados com os cuidados envolvidos.

Problemas de Ejaculação, Tratamentos Específicos e Infecções

Para os demais casos, os procedimentos indicados podem variar de acordo com a causa identificada. Podem ser sugeridos a interrupção de medicamentos desde que não afetem o trato de infecções ou neoplasias, tratamentos psicológicos para situações de ejaculação retardada sem causa comprovada no comprometimento dos órgãos na região ou o encaminhamento direto para a reprodução assistida.

Para quem é indicado?

Os tratamentos apresentados acima variam de acordo com a incidência específica associada às causas, por isso, o acompanhamento regular com urologistas se torna imprescindível para um diagnóstico correto.

Porém, em termos gerais, são indicados para:
  • Pacientes com alterações constatadas nos espermatozoides.
  • Pacientes com mudanças visíveis na região testicular que podem estar associadas a varicocele.
  • Casais que tenham buscado, sem sucesso, a gravidez por meios naturais em um período de pelo menos 12 meses. O insucesso pode estar relacionado a uma das causas de infertilidade masculina.
  • Pacientes diagnosticados com câncer antes do início do tratamento, de forma que possam buscar a preservação da fertilidade, com antecedência aos efeitos dos procedimentos.

Quando deve ser feito?

Os procedimentos devem ser realizados assim que o aval médico indicar a necessidade. Por isso, como já citado anteriormente, se torna imprescindível o acompanhamento com profissional capacitado para diagnósticos precoces e tratamento correto.

O fator idade deve ser levado em consideração, por ser natural o aparecimento de causas geradoras de infertilidade com o passar do tempo. Porém, não se resume a homens mais velhos, uma vez que a varicocele, por exemplo, pode acometer adolescentes, mais frequentemente na faixa de 14 e 15 anos, influenciada pelo crescimento hormonal da puberdade.

Pacientes com câncer devem buscar especialistas de reprodução humana antes do início do tratamento escolhido. Dessa forma, permite-se a melhor preservação quanto a qualidade dos espermatozoides para métodos futuros.

Dúvidas frequentes sobre infertilidade masculina

A infertilidade masculina tem cura?

Depende da causa associada, mas em sua grande maioria, a infertilidade no homem tem possibilidades de cura ou tratamentos para preservar a capacidade de fertilização por métodos de reprodução assistida.

Homens com câncer podem ter filhos?

A exatidão depende da avaliação de profissionais, mas é possível que pacientes de câncer mantenham sua capacidade reprodutiva, desde que façam uso de métodos de preservação dos gametas antes de iniciar os tratamentos de quimioterapia ou radioterapia.

Quais os sinais de infertilidade masculina?

O principal fator suspeito de infertilidade masculina são tentativas mal sucedidas de gravidez do casal, através de meios naturais, durante um período de 12 meses. Embora não seja determinante, pode indicar problemas na capacidade de reprodução de um dos parceiros. Em cerca de 40% das situações, a causa costuma estar relacionada ao homem.

Para casais acima dos 35 anos, é indicado a redução desse tempo para 6 meses, por ter a idade como um fator de interesse.

Sintomas específicos podem estar relacionados a diversas causas propagadoras de infertilidade, cabendo a análise de um médico especializado para definir com exatidão.

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